Mitoloágil: Explorando um novo mundo – Parte 2

…Novos moradores estavam a chegar ao “faked-kingdom”, o que fez o governante Minotauro ficar feliz e pensar “é isso, a malta está feliz e o reino está a crescer”.

O que ele não estava a perceber, é que mesmo que estivessem a chegar novas pessoas ao reino, tinham mais pessoas a sair em quantidade maior do que chegavam.

Acontece que ao chegar à cidadela, as pessoas se conheciam e conforme ficavam mais próximas, alguém mais “antigo” que ainda não tinha fugido, contava o que havia acontecido e muitos deles, que tinham recém chegado, nem “esquentavam a cadeira” e rapidamente já se despachavam a sair da cidadela em busca do tal reino da colaboração.

Esse ciclo se repetiu por várias semanas que chegou ao ponto de pessoas que não tinham visto e vivido os fatos, já estavam a repassar a história que outros contaram para eles.

Um belo dia o governante, todo manhoso, decidiu falar ao povo e ao chegar ao seu púlpito real se deparou com pequenos grupos de pessoas e não estava a identificar nenhuma delas. “Estranho”, pensou ele. Improvisou um discurso e imediatamente “convidou” o seu servo, o sátiro, para uma “conversa” entre eles.

M: O que se passa no reino? Quem são essas pessoas? Por que poucas pessoas? Aonde estão os mais antigos? Diga-me o que se passa!!!!!! 👹 😤

S: Meu rei, não estamos dando conta de manter as pessoas à cidadela e as que mal chegam, já se vão em poucos dias. Os “boatos” correm mais rápidos que o vento e quem os escuta, já saltam foram assim que podem… 

M: Impossível, fizemos campanhas, colocamos cartazes e estamos a tratá-los bem, o que se passa com essa malta?

S: Não sei senhor, mas vou lá ter e assim que souber, volto e conto-te…

E lá se foi o sátiro (apavorado e apressado) atrás de informações… Entrou nas tabernas, questionou as pessoas, espreitou outras pelas ruas e becos, aumentando mais ainda o sentimento de medo e pressão vindo do governante.

A cidadela fervia, a malta gritava e quem escutava, corria para fazer as malas e fugir enquanto ainda podiam. 

Foi o que fez o jovem Gus, um adolescente híbrido (com chifres e orelhas de cervo) que vivia na cidadela e se calhar, era o último remanescente do reino que viu e ouviu tudo que aconteceu. Ele fez as malas e foi atrás do Hobbit, que era seu colega de muito anos para saber como andavam as coisas no reino da colaboração…

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… Gus está a caminhar pelo reino da colaboração incrédulo com que está a ver! Pessoas felizes e a rir, rodas de conversas com ambiente descontraído e animado, membros da corte sentados ao jardim interagindo com os cidadãos mas o maior shock foi ver o rei Agilion a caminhar pelas ruas conversando com as pessoas, perguntando se estava tudo bem e anotando pedidos de sugestões de melhorias para serem trabalhados pelo seu líder e demais membros que governam o reino.

Passado o 1ª impacto do que estava a ver, Gus perguntou ao Centauro se ele conhecia o Hobbit, seu amigo e ficou feliz com a resposta: “Claro que sim, podes encontrá-lo junto com outros líderes locais no salão principal do centro de colaboração.

Wow! Hobbit um líder? Ora essa, preciso ver com os meus próprios olhos, pensou Gus.

Mais uma vez Gus ficou estarrecido com o que via. Que lugar lindo! Quanta gente a conversar, interagir a tomar decisões. Que educação, pensou! Que avançados, pensou também.

Após adentrar um pouco mais o centro de colaboração, eis que Gus encontra o Hobbit que estava a liderar uma negociação sobre as próximas decisões a serem implantadas pelos líderes para atender as necessidades dos cidadãos mas também do reino.

WTF, é isso Hobbit, perguntou Gus com a voz a brincar e andar para abraçar seu velho amigo, Hobbit? Seu amigo virou-se, sorriu ao ver o Gus, também andou à sua direção a falar: “colaboração, my friend”.

Foram horas de conversa, perguntas e esclarecimentos e Gus ficava cada vez mais encantando com o que estava a ouvir e a ver com seus próprios olhos. Gus mal pregou os olhos naquela noite. A dormir ou acordado os sonhos e pensamentos eram os mesmos: voltar para o faked-kingdom e começar a mudar as coisas por lá.

E foi o que Gus fez! Acordou, tomou um pequeno almoço junto ao seu amigo Hobbit, disse-lhe adeus e partiu de volta às suas origens, mas não sozinho. 

O elfo (que estava a desbravar o novo mundo da colaboração) estava a escutar as conversas de Gus e o Hobbit e se juntou à Gus nessa jornada e retorno ao velho mundo.

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“Não acredito no que estou a ver!”, gritou Gus ao adentrar ao reino e as ruas da cidadela.

Estava tudo um caos, desordenado, pessoas a discutir, o sátiro estava a correr e gritar tentando acalmar os ânimos e ao topo da cidadela, estava o minotauro catatônico, a olhar para o nada…

“E agora, por onde eu começamos?”, perguntou Gus ao elfo!

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E agora, por onde será que eles começaram? Será que deu certo?

Confira a parte final dessa jornada no próximo artigo de Mitoloágil – A história do elfo e o faked-kingdom

Referências

Revisão: José Nicolau

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